"A gente sabe o que faz bem. Nós sabemos que música nos agrada ou não. A gente sabe que comida prefere, ou a que lugar iremos no final de semana. No fundo a gente entende o que se passa, e sempre tenta melhorar pelas críticas. A gente se importa com a aparência, e dificilmente sai na rua de qualquer jeito. A gente se conforma com o acontecido e normalmente encontramos um conhecido, e quando encontramos, nossa, que vergonha. A gente gosta de almoço em família, todas aquelas tias linguarudas que não suportamos, mas não paramos de rir sequer um minuto. A gente é fã de coisas simples, de um arroz com feijão e prato cheio em restaurante. A gente chora, a gente ri, e consequentemente, vivemos, apesar das dores. A gente sabe o que nos agrada, e dificilmente optamos por aquela cor feia, a gente opta mesmo é pela que mais chama atenção. A gente agrada, e normalmente quebramos a cara, porque sempre decepcionamos alguém, intencionalmente ou não. A gente gosta de rock clássico e odeia essas músicas que definem um sexo selvagem da pior maneira possível. A gente gosta de dançar, e não importa o ritmo, o importa é seguir o embalo do povo e se divertir. No fundo a gente reconhece que somos tolos, e mais, reconhecemos que não importa o que a gente faça, a gente vai amar alguém. No fundo a gente odeia perder, e sempre choramos quando perdemos algo de importante. A gente reconhece que o outro foi bem, mas como seria se comigo tivesse acontecido o mesmo. No fundo a gente consegue sentar no chão e jogar um jogo com os amigos, mas a gente sempre se cansa mais cedo. A gente gosta de bagunça e música alta. A gente gosta de abraçar e dar beijos, quem não? No fundo a gente reconhece quem são os verdadeiros e quem são os falsos. Vidro não corta vidro, apenas diamante. No fundo a gente consegue enxergar a dor, e sempre nos importamos com os outros, ou não. A gente gosta de fazer o bem, mas sempre nos damos mal. A gente se cansa, a gente vence, a gente luta, a gente cresce. A gente consegue afastar pessoas e fazer novas amizades. A gente vai pra piscina e quase morre afogado com as brincadeiras tontas. A gente caí, a gente se machuca. No fundo conseguimos distinguir tudo, e sempre escolhemos o que nos agrada, não o que nós necessitamos. A gente trilha um objetivo, mas o caminho a percorrer, nem sempre é aquele que imaginamos. E sabe o que é bom disso? A gente vive, entre trancos e barrancos… Mas a gente aprende, que apesar de tudo, nós conseguimos dar um jeitinho."
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